Assistência Básica Pré

Assistência Básica Pré-Natal

 

        No Brasil, Ý 95% das grávidas freqüentam o serviço de pré-natal, no entanto a morbimortalidade materna e perinatal permanece Ý , refletindo deficiências no atendimento.

 

Calendário de Consultas

        A gestante deve procurar o serviço de pré-natal o mais cedo possível, impreterivelmente no 1º trimestre, a fim de que a investigação a respeito de sua saúde seja completada em tempo hábil.

        O número total de consultas, preconizado pela OMS, não deve ser ß 6. Qualquer número ß desta cifra é considerado como atendimento deficiente.

        Exame ginecológico e obstétrico: exame das mamas, altura uterina, BCF, situação e apresentação fetal pelas manobras de Leopold. Exame especular, na 1º consulta, avaliando-se cuidadosamente as paredes vaginais, colo uterino, CO, além do toque vaginal. O obstetra deve orientar a gestante a respeito da necessidade de realizar este exame detalhado, já que o momento é apropriado para um check up geral da saúde.

 

Cálculo da Idade Gestacional

        Usa-se a regra de Nagele, levando-se em consideração a duração média da gestação de 280 dias ou 40 semanas (a partir da DUM), ou acrescentar 7 dias para as multíparas e 10 dias para as primigestas ao 1º dia da DUM e adicionar 9 meses ao mês em que ocorreu a última menstruação.

 

Controle da Pressão Arterial Durante o Pré-Natal

        Objetivo: detectar DHEG precocemente evitando suas futuras conseqüências. Considerar como hipertensão na gravidez:

  • Ý 30mmHg na PS e/ou Ý 15mmHg na PD.

  • A observação de níveis tensionais Ý 140mmHg de PS, e Ý 90mmHg de PD. Níveis tensionais iguais ou superiores a 140x90mmHg exigem confirmação no final da consulta e após 30 minutos de repouso em DLE.

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    Ausculta dos Batimentos Cardiofetais

            É feita de rotina em cada consulta, é considerada normal entre 110-160 bpm.

     

    Exames Complementares de Rotina

  • Hemograma: hematócrito, hematimetria, hemoglobina, leucócitos e plaquetas.

  • Tipagem sangüínea e fator Rh. Se necessário teste de Coombs indireto.

  • Sorologia para sífilis: se for (-), repetir a cada trimestre.

  • Parcial de urina: proteinúria, piúria, hematúria, cilindrúria.

  • Glicemia de jejum.

  • Teste simplificado de tolerância à glicose: realizar após a ingestão de 50g de glicose, entre 24-28 semanas. Se resultado for ß 140, repetir entre 32-36 semanas; se for igual ou Ý , fazer curva glicêmica com 100g de glicose.

  • CO: prevenção do câncer ginecológico do colo uterino e infecções vaginais.

  • Anti-HIV: deve ser oferecido a todas as gestantes.

  • Sorologias: rubéola, toxoplasmose, em pacientes de risco (profissionais de saúde, usuárias de drogas, funcionários de bancos de sangue), sorologia para HBV. Anticorpos contra rubéola devem ser feitos de preferência no pré-nupcial. Lembrar nas não-imunes a realização da vacina específica no puerpério.

  • US: 1 por trimestre; caso não seja possível, realizar entre 20-22 semanas, para avaliar a anatomia fetal e ser bastante fidedigna em relação à Ig.

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