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Febrasgo: Contracepção
Abstinência Sexual Periódica
Os métodos de abstinência sexual periódica (naturais), são definidos como "métodos para evitar gestações pela observação dos sinais da fase fértil do ciclo menstrual, neste período deve haver abstinência sexual".
Pressupõem-se que o tempo de vida dos SPTZ no trato genital feminino seja de 72h e que o período de fertilidade do óvulo seja de 24-48h. Portanto, o período fértil varia entre 3-4 dias antes e 3 dias após a ovulação.
Desvantagens: eficácia ß ; exige orientação do casal; dependem da sua capacidade de aprendizagem; alteram o comportamento sexual; não conferem proteção contra as DSTs.
Método Rítmico
O método de Ogino-Knaus (calendário ou tabela) busca encontrar o início e o fim do período fértil. Para utilizá-lo a mulher deve conhecer os últimos 6-12 ciclos (8 meses). Cálculo: Início do período fértil - diminuir 18 do ciclo mais curto; final do período fértil - diminuir 11 do ciclo mais longo
Método da Temperatura Basal
Este método, baseia-se no Ý da T, entre 0,3-0,8o após a ovulação, devido à ação da progesterona no hipotálamo. A mulher deve registrar a T diariamente, a partir do 1º dia do ciclo. O termômetro deve ser colocado na boca, pela manhã, antes de qualquer atividade, durante 5 minutos. Para não engravidar, a mulher deve evitar relações desde o 1º dia da menstruação até que a T Ý de 0,3-0,8o por 3 dias consecutivos. Além de assegurar que a mulher já ovulou, essa precaução confirma que o óvulo não é mais fecundável. Observa-se uma ß da T no dia da ovulação, seguida de Ý nos dias seguintes. Por isso, o método da T serve para Dx de gravidez, pois a T continua Ý após o 28o dia do ciclo.
Método do Muco Cervical
Também conhecido como Billings, baseia-se nas modificações cíclicas do muco cervical. Como proceder:
Pesquisar a presença do muco todos os dias, buscando as mudanças progressivas.
interromper a atividade sexual ao menor sinal da presença do muco, após o período de secura vaginal que normalmente sucede a menstruação.
permanecer em abstinência por 3 dias a partir pico, podendo reiniciar no 4º dia.
Método Sintotérmico
O método sintotérmico significa a utilização de indicadores múltiplos, Ý capacidade de identificar o início e fim do período de fertilidade, melhorando a eficácia do método e ß tempo de abstinência. Utiliza:
muco cervical.
fazer o cálculo do calendário.
avaliar as variações da temperatura basal.
Coito Interrompido
O coito interrompido baseia-se na capacidade do homem em pressentir a iminência da ejaculação e neste momento retirar o pênis da vagina. É importante ressaltar:
Antes do ato sexual o homem deve urinar e retirar restos de esperma de relação anterior.
o líquido pré-ejaculatório pode conter SPTZ vivos, que Ý índice de falha.
não oferece proteção contra DST/AIDS.
é comum a insatisfação sexual de ambos os parceiros.
Conclusões
Não devem ser recomendados na adolescência, climatério e em todas as situações em que a gravidez indesejada possa trazer conseqüências importantes.
O coito interrompido é considerado método primitivo devendo ser desestimulado devido às repercussões na esfera sexual e ß eficácia na prevenção da gravidez.
São denominados métodos de barreira aqueles que evitam a gravidez através do impedimento da ascensão dos SPTZ ao útero.
Condom
Trata-se de um envoltório para o pênis, feito de látex. A eficácia do método depende: de seu uso correto, motivação do casal, tempo de experiência com o método e qualidade do produto. Falhas variam de 3-12%.
Os condons apresentam benefícios não contraceptivos importantes. Umas das grandes vantagens é a proteção contra DSTs, inclusive virótica (HPV, HIV, HBV).
Contra-indicação: dificuldades na manutenção da ereção e processos alérgicos ao látex (raros).
O condom feminino é um novo contraceptivo de barreira, de poliuretano. Recobre a cérvice uterina, paredes vaginais e parte da vulva. Devido à maior área genital, tanto feminina quanto masculina, recobertas oferece proteção mais efetiva contra as DSTs. É mais resistente e durável que o masculino, com a vantagem de poder ser inserido fora do intercurso sexual.
Diafragma
É um pequeno dispositivo circular, de borracha, com borda firme flexível, que ao ser colocado na vagina forma uma barreira física sob o colo do útero.
Recomenda-se o uso de espermaticida com o diafragma.
O diafragma deve ser inserido um pouco antes da relação sexual.
A remoção deve ser feita 6-8h depois da relação.
O uso continuo do diafragma é contra-indicado por haver riscos de ITU e choque tóxico.
Prolapso uterino, cistocele, retocele, retroversão ou anteflexão fixa são contra-indicações.
Colaterais: risco 2x maior de desenvolver ITUs. Embora rara, a Sd. choque tóxico é uma possível complicação entre as usuárias do diafragma, tampões vaginais e esponjas contraceptivas, estando associado ao uso prolongado, principalmente Ý 24-36h, sendo que a Sd. é causada por cepas do S. aureus.
Esponjas
As esponjas são feitas de poliuretano associados com espermaticida. Sua vantagem consiste na facilidade do uso, em poder ser colocada previamente ao intercurso sexual, ao fato de ser descartável e não requerer treinamento para sua aplicação.
Como os outros métodos de barreira as esponjas podem ß transmissão de DSTs. Desvantagens: custo Ý e a dificuldade para sua aquisição (importado). Contra-indicações, colaterais e complicações: mesmas do diafragma.
Espermaticida
São substâncias que, colocadas no fundo da vagina têm ação de barreira por inativação dos SPTZ. Uma série de substâncias têm sido usadas, como: nonoxinol-9, octocinol e menfegol. Considera-se que os espermaticidas não oferecem proteção contraceptiva adequada, caso usados isoladamente. O mais recomendável é o uso do espermaticida associado ao diafragma ou condom, a fim de Ý eficácia isolada de cada um deles.
Conclusões
A grande vantagem dos métodos de barreira é a possibilidade do seu uso em pacientes portadores de doenças endócrino-metabólicas.
Diafragma e a esponja oferecem apenas uma proteção parcial.
A eficácia dos diversos métodos de barreira Ý com associação dos mesmos, p. ex.: diafragma e espermaticida.
Condons masculinos oferecem proteção contra todos os agentes causadores de DSTs, incluindo os diversos tipos de vírus ligados à transmissão sexual, além de proteger contra clamidia, tricomonas e gonorréia.
Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral
Nos últimos anos, novos hormônios e ß quantidade dos esteróides deram uma feição nova aos ACHOs. Desta forma, os preparados mais modernos são altamente seguros.
Conceito
Existem 3 formas de combinação do estrogênio com o progestogênio. A mais usada, monofásica, é a associação contínua e na mesma dose em todas as pílulas. As outras, combinadas bifásica e trifásica, apresentam variações na dosagem dos esteróides ao longo do ciclo, tentando mimetizar a esteroidogênese ovariana.
Aspectos Farmacológicos
O estrogênio usado é o etinilestradiol. Em altas doses, Ý risco de tromboembolismo.
Uma vez que alguns progestogênios apresentam maior atividade androgênica e que este efeito causa alterações no metabolismo lipídico, a escolha deve recair nos compostos com ß androgenicidade.
Os ACHOs inibem ovulação através do bloqueio da liberação de gonadotrofinas pela hipófise. Além disso, modificam o muco cervical tornando-o hostil à espermomigração, alteram o endométrio, modificam a contratilidade das tubas interferindo no transporte ovular e alteram a resposta ovariana às gonadotrofinas.
Modo de uso: no 1º mês, estes produtos devem ser iniciados no 1º dia do sangramento menstrual, sempre no mesmo horário, durante 21 dias. Nos ciclos seguintes, após 7 dias de pausa, as pílulas devem ser reiniciadas no 8o dia. Não há indicação para método anticoncepcional adicional no 1º ciclo.
Em caso de esquecimento, há ß eficácia anticoncepcional e Ý incidência de hemorragia intermédia. Quando uma única drágea for esquecida, esta deve ser ingerida assim que detectar o esquecimento e continuar o uso das demais. Em caso de esquecimento de 2 ou mais drágeas, deve-se dar seqüência ao uso, associando outro método contraceptivo.
A pausa dada durante o uso, não tem nenhuma indicação, sendo desaconselhada, pois significa nova adaptação após a interrupção, além de Ý índice de gravidez observado nestes períodos de interrupção. A suspensão da pílula somente está indicada na presença de contra-indicações, desejo de gestar e na ausência de relações sexuais.
Os ACHOs, apresentam uma Ý eficácia teórica. As principais causas do insucesso contraceptivo se devem à não ingestão das pílulas, problemas gatrointestinais, uso de drogas interativas e uso incorreto, levando a uma eficácia prática de 95%.
Assim, queixas como náuseas, cefaléia, nervosismo, Ý peso e sensibilidade mamaria são pouco freqüentes e pouco relevantes, e quando presentes, tendem a desaparecer após adaptação de 3 meses.
Efeitos Metabólicos
O risco de tromboembolismo com a utilização de ß doses de etinilestradiol é igual ao da população não usuária. Não ocorre Ý incidência de AVC e doença coronária em usuárias que não apresentem outros fatores de risco como: fumo, obesidade, HAS, hiperlipidemia e DM. Isto porque os progestogênios modernos são altamente seletivos, com pouca afinidade por receptores androgênicos e quase sem efeitos adversos sobre o metabolismo de carboidratos e perfil lipídico.
Os ACHOs podem produzir um Ý reversível da PA. As mulheres com maior risco para este Ý são as mais idosas e aquelas com Hx familiar ou pessoal (ex.: Hx de DHEG). Parece que este efeito seja resultado da atividade mineralocorticóide do progestogênio. Acredita-se que formulações que contenham progestogênios com atividade antimineralocorticóide como o gestodeno, tenham efeito relativamente menor.
A idade e o fumo são fatores de risco nas usuárias. A mortalidade é mínima entre as usuárias ß 35 anos e entre as não fumantes de 35-44 anos. Há interação importante entre o fumo e a pílula, criando risco muito mais alto. Portanto, a usuária de pílula, Ý 35 anos não pode fumar. Na mulher HAS ou com outros fatores de risco para doença cardiovascular como obesidade, DM e hiperlipidemia, a combinação fumo-pílula Ý muito o risco para a moléstia cardiovascular.
Os ACHOs de última geração não afetam o metabolismo lipídico uma vez que os progestogênios hoje utilizados são de ß androgenicidade e por isso apresentam pouca repercussão sobre o LDL e HDL. Sabe-se que o estrogênio ß o colesterol e a lipoproteína de baixa densidade, pode Ý triglicerídeos e Ý lipoproteína de alta densidade, sendo benéfico em termos de proteção cardiovascular.
Relação com Neoplasias
As pílulas podem ß incidência de câncer de ovário, uma vez que determinam a inibição da ovulação, assim como ß risco de carcinoma de endométrio em até 60%, em virtude do efeito protetor do progestogênio no endométrio.
A maioria dos estudos, demonstra que os ACHOs não guardam relação com o Ý incidência do carcinoma de mama.
A respeito do câncer do colo uterino, os ACHOs por serem muito eficazes em evitar a gestação, permitem que as mulheres apresentem fatores de risco como o início precoce da atividade sexual, freqüência Ý de coito em mulheres jovens e múltiplos parceiros.
Usuárias de ACHOs e que recebem outras drogas podem apresentar a ocorrência de interações medicamentosas que levam à ß efeito anticoncepcional ou à ß ação terapêutica do outro medicamento. ATBs (rifampicina, ampicilina, tetraciclina), anticonvulsivantes (carbamazepina, barbitúricos, hidantoína) e anti-histamínicos ß eficácia dos ACHOs.
neoplasia hormônio-dependente ou suspeita
câncer de mama declarado ou suspeito
tromboflebite ou doença tromboembólica
doença coronariana, cerebrovascular ou ocular
sangramento uterino anormal não diagnosticado
gravidez confirmada ou suspeita
hipertensão arterial grave
diabetes insulino-dependente grave
fumantes acima dos 35 anos
hepatopatia aguda ou crônica
lúpus eritematoso sistêmico
doenças cardiovasculares: prótese valvar, hipertensão pulmonar, estenose mitral, cardiomiopatia, doença cardiovascular, HAS, Sd. Marfan e coarctação de aorta complicada.
Situações nas quais as usuárias devem receber uma supervisão médica mais cuidadosa:
fatores de risco para tromboembolismo: anemia falciforme, excesso de peso, varizes importantes, imobilização.
passado de icterícia gravídica e anomalias de excreção biliar.
doenças da vesícula biliar.
cefaléia tipo hemicrania.
epilepsia, psicose e neuroses graves.
esclerose em placas.
hipertensão arterial sistêmica leve ou moderada.
insuficiência renal e cardíaca.
otosclerose.
hiperprolactinemia.
diabetes melito moderado.
uso de medicamentos que interagem com a pílula.
Efeitos Benéficos
menstruações regulares.
diminuem o fluxo menstrual.
determinam alívio da dismenorréia e da tensão pré-menstrual.
permitem programar as menstruações.
diminuem o risco de doença inflamatória pélvica.
diminuem o risco de gravidez ectópica e moléstia trofoblástica gestacional.
determinam regressão de cistos funcionais do ovário.
diminuem doenças benignas das mamas.
protegem contra câncer de ovário e de endométrio.
melhoram a artrite reumatóide, a anemia, acne, seborréia e hirsutismo.
diminuem a incidência de endometriose e de mioma do útero.
Conclusão
A última geração de ACHOs disponível não é apenas altamente efetiva, mas também segura para mulheres sadias ß 35 anos bem como, para mulheres de mais idade sem doenças ou fatores de risco como: fumo; obesidade; DM; hiperlipidemia; HAS, doenças tromboembólicas e cardiovasculares. Nos dias atuais pode-se recomendar a pílula para mulheres sadias e não fumantes até os 50 anos.
Os injetáveis mensais são aplicados IM, com aplicações ulteriores a cada 30 dias. Os estrogênios foram associados ao progestogênio para ß alterações do padrão menstrual. Os estrogênios naturais, são de ação curta, porém com níveis séricos diferentes. Por este motivo, não determinam hiperplasia endometrial. Paradoxalmente, com a ß dos seus níveis, descama a camada superficial do endométrio, surgindo o fluxo sangüíneo.
A ação anticonceptiva reside no efeito do progestogênio sobre o eixo neuroendócrino inibindo a ovulação, pelo bloqueio do pico do LH, que permanece em seus níveis basais. Secundariamente são observadas atividades sobre o muco cervical, endométrio e peristalse tubária, ampliando seu potencial anticonceptivo. Com esse elenco de ações, o injetável mensal combinado oferece quase 100% de eficácia na inibição da ovulação e do risco de gravidez.
Vantagens
oferece uma via, com a mesma eficácia da cirúrgica e superior a VO, que permite liberação lenta e homogênea de anticoncepcional.
preservação de sangramento, semelhante ao do fluxo menstrual, ao fim do efeito contraceptivo, o que é exigido pela população feminina.
o emprego de estrogênios naturais, o que ainda não é oferecido nas pílulas, com ß repercussões metabólicas.
é de aplicação simples e não interfere com o ato sexual, como alguns métodos de barreira.
Desvantagens
alterações na periodicidade do sangramento.
efeitos colaterais associados aos outros métodos hormonais, como: Ý peso e a mastalgia.
Contra-Indicações
lactação.
suspeita de gravidez.
câncer genital e mamário.
hepatopatia grave.
enxaqueca grave recidivante.
sangramento genital não diagnosticado.
patologias estrogênio-dependentes, tais como a endometriose e mioma uterino.
Pelas contra-indicações apontadas, podemos deduzir que os efeitos metabólicos do método são de ß impacto, por ser natural o estrogênio empregado nessas associações anticonceptivas. Em relação ao câncer, não existem trabalhos demonstrando seus efeitos sobre a oncogênese.
Injetável Trimestral
A anticoncepção injetável trimestral é realizada com o uso do acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMP-D). Uma só injeção oferece anticoncepção altamente eficaz durante 3 meses. Por conter apenas o componente progestogênico, o método não tem várias das contra-indicações atribuídas ao estrogênio sintético. Este padrão possibilita uma proteção quase completa por 2 semanas além da data em que se deveria aplicar a nova injeção. Não existe efeito cumulativo após várias injeções.
Mecanismo de Ação
Ovulação - É o principal mecanismo de ação, o AMP-D é um potente anovulatório, suprimindo o pico de LH.
Muco Cervical - Torna-o espesso, dificultando a ascensão dos STPZ.
Endométrio - Torna-o hipotrófico pela redução da vascularização.
Sua eficácia prática é igual à teórica, com taxas de falha muito baixas. Os distúrbios menstruais são os principais responsáveis pela descontinuidade do método.
Indicações
O AMP-D somente deve ser usado, não havendo outro método disponível:
Câncer de mama; doença cardíaca isquêmica; AVC; neoplasia hepática; DM (severo com vasculopatia); hepatite (ativa sintomática); cirrose hepática.
O AMP-D não pode ser usado nas seguintes condições:
Gravidez; sangramento vaginal sem diagnóstico etiológico; presença de doença trofoblástica.
Vantagens
Muito eficaz; seguro; fácil de usar; não requer rotina diária; ação prolongada; reversível (com demora); independente do coito; privacidade; pode ser usado durante a lactação; amenorréia; não possui interação medicamentosa.
Desvantagens
Irregularidade menstrual; amenorréia; não proporciona proteção contra DSTs; demora no retorno da fertilidade; em caso de efeitos colaterais, não pode ser retirado.
Efeitos Colaterais
Comuns: Irregularidade menstrual; amenorréia; pequeno Ý peso; cefaléia; alterações do humor; demora no retorno da fertilidade.
Menos Freqüentes:
Aspectos Relevantes do uso do AMP-D
Câncer: não se encontrou relação entre o uso do AMP-D e o câncer ginecológico, mamário ou hepático. Ao contrário, provou-se uma ß casos de neoplasia do endométrio e tendência à ß casos do ovário.
Metabolismo Ósseo:
Efeito Sobre o Feto:
Implantes
Alguns métodos modernos apresentam a mesma eficácia que a própria ligadura (modernos DIUs, injetáveis mensais e os trimestrais).
Definição e Descrição
Os implantes contraceptivos são constituídos de silicone com hormônio no seu interior, que é liberado continuamente para a corrente sangüínea, proporcionando o efeito contraceptivo. O mais popular de todos contém o progestogênio. Foi demonstrado que o implante inibe a ovulação por, pelo menos, 6 meses e que seu uso poderia ser estendido às mulheres que estão amamentando, já que, mesmo passando a substância para o leite materno, a sua absorção seria praticamente desprezível para o lactente. A grande maioria das mulheres (83%) tem amenorréia nos primeiros 6 meses de uso.
Inserção dos Implantes
A inserção dos implantes é feita no subcutâneo da face interna do braço, a 4 dedos acima da prega do cotovelo.
Mecanismo de Ação
O levonorgestrel é liberado continuamente das cápsulas até completar o seu período total, 5 anos. A anticoncepção é conseguida graças à associação de anovulação com o efeito progestogênico inibindo a produção de muco cervical e alterando o endométrio.
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Seleção das Pacientes e Orientação
As contra-indicações para uso dos implantes são as mesmas que aquelas para o uso dos contraceptivos hormonais orais contendo apenas progestogênio. Vantagens:
Não contém estrogênio. Assim, não determinamos riscos associados ao estrogênio dos ACHOs (opção para pacientes com contra-indicações ao estrogênio).
Benefícios não contraceptivos:
menstruações escassas ou, mais freqüentemente, ausentes;
menos anemia;
abolição das cólicas menstruais;
supressão da dor da ovulação;
ß
manejo da dor associada à endometriose pélvica.
Reversibilidade: o efeito contraceptivo provocado pelos implantes é suspenso tão logo sejam removidos, sendo imediato o retorno à fertilidade.
Contracepção eficaz por tempo prolongado.
Diminuição do risco de gravidez ectópica.
Amenorréia, é uma grande vantagem para as pacientes que aceitam esse estado.
Independente da atividade sexual.
As desvantagens que estão associadas ao uso de implantes contraceptivos são:
Alterações do Ciclo Menstrual -
Ganho de Peso -
Sensibilidade Mamária -
Interação com Medicamentos -
ß Densidade Óssea -
Dificuldade de Remoção -
Infecção no Local dos Implantes -
Cistos Ovarianos -
Os efeitos colaterais produzidos pelos implantes são muito pouco freqüentes. O mais comum é a cefaléia (16-18%), seguem-se nervosismo, sensibilidade mamária, vertigens, náuseas, dermatite, acne, Ý peso, galactorréia e crescimento de pelos ou perda de cabelo.
Apresenta grande eficácia, ausência de efeitos metabólicos sistêmicos e Ý taxa de continuidade.
Mecanismo de Ação
O DIU exerce seu efeito anti-fertilidade de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do ovo atingir cavidade uterina. O DIU atua sobre os óvulos e os SPTZs de várias maneiras:
Estimula reação inflamatória pronunciada no útero, por ser um corpo estranho. A concentração de diversos tipos de leucócitos e prostaglandinas nos fluidos uterino e tubários.
As alterações bioquímicas interferem no transporte dos SPTZ no aparelho genital, bem como alteram os SPTZ e óvulos, impedindo a fecundação.
Há acúmulo de evidências de que um complexo e variado conjunto de alterações espermáticas, ovulares, cervicais, endometriais e tubárias causam a inibição da fertilização.
Tipos de DIU e Eficácia
O TCu 380A já foi liberado para uso durante 10 anos e a previsão é que tenha maior durabilidade. Seu índice de falha é ß 1 por 100 mulheres/ano. Outro DIU existente no mercado é o DIU liberador de progesterona (alto custo e durabilidade de apenas 1 ano). Sua eficácia é de 95 por 100 mulheres/ano, sendo o único DIU que ß perda sangüínea menstrual. Para substitui-lo, surgiu o DIU de levonorgestrel (LNG-20), com duração de 5 anos e de elevada eficácia.
Em geral, os DIUs de Cu de 2° geração são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que os de 1° geração. As taxas de gravidez oscilam entre 0,5-0,7 por 100 mulheres/ano, são menores que as taxas obtidas com os ACHOs e comparáveis aos implantes e injetáveis.
Critérios da OMS para uso dos DIUs
Contra-indicações absolutas.
Gravidez confirmada ou suspeita
Infecção pós-parto ou pós-aborto
DIP atual ou nos últimos 3 meses
Cervicite purulenta
Sangramento vaginal sem Dx etiológico
TB pélvica
Antecedente pessoal de DIP por 2 ou mais vezes
Câncer cérvico-uterino, do endométrio, do ovário e coriocarcinoma
Alterações anatômicas do útero que impeçam uma correta posição do DIU
O seu uso pode apresentar alguns riscos, que habitualmente superam os benefícios.
Sangramento menstrual Ý (Ý quantidade ou do número de dias).
Pós-parto entre 3-28 dias
Risco Ý Ý Ý de DSTs (parceiros múltiplos ou parceiro com múltiplas parceiras)
Alto risco de contrair HIV
AIDS
Doença trofoblástica benigna.
O método pode apresentar alguns riscos, sendo no geral, menores que os benefícios.
Idade menor que 20 anos
Nuliparidade
Anemia ferropriva, talassemia, anemia falciforme
Pós-parto e pós-aborto de 2° trimestre (inserção antes de completar 48h)
Mioma ou outros problemas anatômicos que não alteram a cavidade uterina
Hx de DIP sem gravidez anterior
Vaginite sem cervicite
Endometriose
Dismenorréia severa
Doença cardíaca valvular complicada (FA, risco de tromboembolismo)
Uso sem Restrições.
Ý 4 semanas pós-parto sem infecção
Após aborto de 1° trimestre sem infecção
Idade Ý 35 anos
HAS, DM, doenças tromboembólica, doença cardiovascular isquêmica, cardiopatia valvular hepatopatias, obesidade e hiperlipidemias
Antecedente de gravidez ectópica e DIP com gravidez posterior
Cefaléia
Doenças da mama
Epilepsia
Antecedentes de cirurgia abdominal ou pélvica, incluindo CST
Inserção
A inserção pode ser conduzida em qualquer período do ciclo menstrual, preferivelmente durante a menstruação. Facilitada pelo amolecimento cervical, o sangramento é mais tolerável e a possibilidade de gravidez é muito menor.
Complicações da Inserção
Dor:
Reação Vagal:
Sangramento:
Laceração do Colo:
Perfuração:
Bacteremia Transitória:
Intercorrências Durante o uso do DIU
Expulsão: A taxa de expulsão depende do DIU, experiência de quem o está inserindo, tempo de permanência, época da inserção e da própria paciente. Mais freqüentemente o DIU é expelido durante a menstruação, e ocorre mais em mulheres ß 20 anos. As expulsões podem ser parciais, e o achado clínico é a visualização da extremidade inferior do DIU no OCE. No puerpério, a expulsão do DIU está relacionada ao período de inserção no pós-parto: quanto ß o tempo, ß taxa de expulsão.
Dor Pélvica e Dismenorréia:
Sangramento Anormal:
Infecção:
Gravidez:
Retorno á Fertilidade:
Em resumo, conclui-se que os benefícios do DIU, excedem por larga margem os riscos associados.
Ligadura Tubária
Ligadura tubária constitui método permanente de contracepção, realizado através da obstrução do lúmen tubário, impedindo o transporte e a união dos gametas. Independente da técnica ser utilizada recomenda-se o 1/3 proximal da tuba (istmo) como o local ideal para ligadura.
Falha Contraceptiva
Embora sua eficácia teórica seja de 100%, na prática é observado falha de 0,3 gestações para cada 100 mulheres/ ano. As falhas podem ser classificadas em:
Paciente grávida no momento da esterilização.
Erro Cirúrgico:
As eventuais alterações menstruais ou dor após a ligadura parecem ser devidas muito mais à suspensão do método previamente utilizado (DIU ou ACHOs) que regularizava os ciclos anteriormente irregulares.
Vasectomia
Consiste em: secção e/ou oclusão do canal deferente, sendo seguro, eficaz e de fácil execução.
Indicação
Contra-indicações
Precauções
É um método contraceptivo permanente. Uma vez estabelecida azoospermia, a vasectomia oferece uma grande segurança contraceptiva, com falha de apenas 0,1-0,15 por 100 homens/ano. A recanalização espontânea é rara.
Repercussões Sistêmicas
Pacientes que realizaram a vasectomia não demonstram Ý incidência de:
câncer de próstata
câncer de testículo
urolitíase
arteriosclerose
anticorpos anti-SPTZ elevados após a vasectomia não têm repercussão clínica
Indicações
Relação sexual não planejada e desprotegida (comuns em adolescentes)
Uso inadequado de métodos anticoncepcionais
Falha anticonceptiva presumida
Violência sexual (estupro)
Mecanismo de Ação
A anticoncepção de emergência envolve uma ou mais fases do processo reprodutivo, interferindo na ovulação, espermomigração, transporte e nutrição do ovo, fertilização, função lútea e implantação.
Em condições normais, a fertilização ocorre na ampola até 72h após o intercurso sexual. Ocorrendo condições favoráveis à implantação do blastocisto (após 3 dias de ovo-transporte), esta ocorrerá no 6o dia do período pós-ovulatório.
Procedimentos
Os ACHOs, usados em doses elevadas, constituem a melhor opção na ausência de contra-indicação ao seu uso. O "Regime de Yuzpe", que consiste na tomada de 100m g de etinilestradiol + 500m g de levonorgestrel, em 2 doses com intervalo de 12h, é o mais adequado e com alta eficácia.
Apesar das contra-indicações comuns dos ACHOs, o regime de Yuzpe é indicado, levando-se em consideração que pior seria uma gravidez indesejada. Deve ser procedimento de exceção, pois a habitualidade pode estabelecer severos agravos às usuárias. A eficácia é tanto maior quanto mais precoce for o uso do esquema.
Eficácia
O risco de gravidez para cada relação sexual não protegida varia de O-30%. Este risco é maior nos 3 dias que antecedem a ovulação, no dia da ovulação e no 1o dia subsequente à ovulação. A análise estudos sobre anticoncepção de emergência, com uso de ACHOs em dose aguda, aponta para uma ß incidência de gravidez de 75% sobre o risco calculado. Portanto, as taxas de falha variam de 0.03-0.3%.
Efeitos Colaterais
As náuseas e vômitos são os efeitos mais comuns do regime de Yuzpe. É necessário orientar quanto à possibilidade de uso de dose adicional em caso de vômitos. A anticoncepção de emergência com hormônios pode provocar antecipação do fluxo menstrual, sendo comuns as alterações no padrão de sangramento. Em caso de atraso menstrual, ou persistência de sangramento anormal, deve ser afastada a possibilidade de gravidez.
Conclusões
A anticoncepção de emergência constitui uma alternativa de caráter excepcional.
Anticoncepção na Adolescência
A atividade sexual na adolescente, geralmente exercida sem a devida responsabilidade, Ý freqüência de alguns problemas, como: gravidez não planejada, abortamentos induzidos, DSTs, AIDS e câncer do colo uterino.
Métodos Comportamentais
Método Rítmico: Não se justifica, com as disponibilidades anticonceptivas atuais, orientar-se uma adolescente para usar o método rítmico. Isto também se aplica aos métodos relacionados às transformações sofridas pelo muco cervical, às variações da curva térmica e o sintotérmico.
Coito Interrompido:
Preservativo
Diafragma Vaginal:
Espermaticidas:
DIU:
Oral Combinado:
Minipílula:
Pílula Pós-Coital
Injetável Combinado Mensal:
Injetável Trimestral
Ligadura Tubária:
Conclusões
Os métodos comportamentais têm uso limitado na adolescência.
O preservativo tem especial prevalência de uso neste grupo; o diafragma é pouco utilizado; e os espermaticidas têm sua indicação restrita.
DIUs têm seu uso limitado nesta faixa etária.
A anticoncepção hormonal constitui a melhor opção para a grande maioria dos adolescentes.
Independentemente do método a ser utilizado, aconselha-se o uso do preservativo com finalidade preventiva das DST e AIDS.
Quando a mulher amamenta, o retorno da menstruação é deferido por tempo imprevisível, podendo chegar a 2 anos. Não significa entretanto, que o fato de tornar-se amenorréica, durante período tão longo, a ovulação não retorne antes disso. Nas lactantes, a ovulação não ocorrerá antes dos 50 dias de pós-parto, não se justificando iniciar a anticoncepção antes deste prazo. A lactação deve sempre ter prioridade e o método anticoncepcional não deve interferir neste processo.
Métodos Apropriados Durante a Lactação
Primeira Escolha
Método da Amenorréia da Lactação: A sucção por parte do bebê envia impulsos ao hipotálamo materno, que responde alterando a produção dos hormônios hipotalâmicos, o que leva à anovulação e amenorréia. Tem eficácia de 98% para prevenir gravidezes, nos 6 primeiros meses de pós-parto. As usuárias devem estar orientadas quanto à necessidade de uso de outro método anticoncepcional caso planejem deixar de amamentar o filho, na proximidade dos 6 meses ou se ela voltar a menstruar.
Métodos de Barreira:
DIU:
Esterilização Feminina:
Vasectomia:
Segunda Escolha
Métodos Hormonais Somente com Progestogênio: não parece afetar a amamentação, o leite materno nem o crescimento e desenvolvimento do RN. Existe, entretanto, uma preocupação com o uso destes anticoncepcionais, antes que a criança complete 6 semanas de vida, principalmente no caso de crianças prematuras, pela imaturidade do sistema hepático do RN. Isto porque uma pequena porcentagem do esteróide passa através do leite para o RN.
Métodos Comportamentais:
Terceira Escolha
Hormonal Combinado: Nesta classe incluí-se os ACHO e os injetáveis mensais. São encarados como métodos de última escolha porque o componente estrogênico tem um efeito negativo sobre a produção de leite. Por este motivo não são recomendados para mulheres que estejam amamentando. Mulheres que desejam usar estes métodos devem ser encorajadas a usarem os de progestogênio em seu lugar.
Anticoncepção de Emergência e Lactação:
Conclusões
Os serviços devem priorizar a programação do aleitamento materno, principalmente em mulheres que não aceitam o aleitamento como método anticoncepcional, para que elas nunca se utilizem dos que possam interferir negativamente na amamentação.
Anticoncepção no Climatério
O climatério compreende um período da vida biológica feminina que marca a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. A fase inicial ou precoce do climatério não tem limites bem definidos, admitindo-se no entanto iniciar-se aos 35 anos.
Observa-se neste período uma ß da fertilidade do casal. Existe um Ý de ciclos anovulatórios, uma ß da fertilidade masculina e uma ß da freqüência das relações sexuais. Estes motivos explicam a maior eficácia de todos os métodos anticoncepcionais nesta faixa etária.
A anticoncepção na perimenopausa reveste-se de importância fundamental, pois uma gravidez pode Ý o risco de mortalidade materna e de MFC fetais. Existe de outra parte a preocupação com eventuais riscos que os métodos anticoncepcionais possam acarretar ao organismo feminino neste período da vida.
A anticoncepção deve ser mantida no climatério enquanto existe função folicular e possibilidade de ovulação. A presença de sintomas de hipoestrogenismo e/ou principalmente níveis plasmáticos Ý de FSH podem atestar a falência ovárica, devendo-se interromper a anticoncepção quando ocorrer amenorréia de pelo menos 12 meses.
Métodos Comportamentais:
Métodos de Barreira:
DIU:
Anticoncepção Cirúrgica:
Injetável Mensal:
Injetável Trimestral:
Minipílula:
ACHO:
Ciclos menstruais regulares
redução do fluxo menstrual e da dismenorréia
redução da anemia
Manutenção da densidade mineral óssea
Proteção contra arteriosclerose
tualmente não existe qualquer razão que impeça, em mulheres saudáveis não tabagistas, o uso dos ACHO de ß dosagem até a menopausa, obedecendo o limite máximo de 50 anos.
Anticoncepção em Situações Especiais Doenças Endócrinas
Diabete Melito
Na vigência de complicações, deve ser muito bem estudado o risco de uma gravidez. Por exemplo, HAS e neuropatia DM podem afetar negativamente a gravidez e a gestação pode piorar uma retinopatia pré-proliferativa ou proliferativa.
Um ponto a ser discutido com a mulher DM e a sua família é a incidência Ý de problemas fetais. Incluindo: abortamentos espontâneos, prematuridade, óbito intra-uterino, morbidade neonatal e MFCs. Do mesmo modo, há maior incidência de HAS na gestação, ITU, CST e infecção pós-parto/ pós-CST.
Existe uma relação entre a falta de controle metabólico da mulher DM e a ocorrência de MFCs fetais. A mulher DM não deve engravidar até ter sua glicemia controlada. Vários estudos evidenciaram que níveis elevados da glicemia e/ou da Hb glicosilada (HgAlc) durante o período da organogênese (2 -8 semanas) resultam em MFCs. Desde que seja estabelecido um adequado controle metabólico antes da gravidez, o risco de MFCs torna-se similar ao dos filhos das mulheres não DM.
Anticoncepção
Métodos Comportamentais: Tanto em DM controladas, quanto em não controladas, existem dificuldades de avaliação correta da ovulação devido a alteração do ciclo menstrual por causa da doença. A necessidade de controle da fertilidade na mulher DM, faz com que a abstinência periódica por sua ß eficácia, não esteja entre os métodos contraceptivos recomendados.
Métodos de Barreira:
Anticoncepcionais Hormonais:
Anticoncepcionais Hormonais Injetáveis e Implantes
Anticoncepcional Hormonal Combinado Oral (ACHO)
Em mulheres que haviam apresentado diabete gestacional, a utilização dos contraceptivos hormonais orais de baixa dose, não acarretou alterações duradouras no metabolismo dos carboidratos.
Os estudos publicados mostram que o contraceptivo hormonal oral combinado de baixa dose pode ser utilizado por mulheres diabéticas insulino-dependentes. Para tanto, faz-se necessário uma adequada monitorização metabólica e eventualmente ajustar a dose de insulina.
O diabete melito deve ser considerado como contra-indicação relativa para o uso do contraceptivo hormonal, na dependência de cada paciente. Diabéticas bem controladas, não tabagistas e menores de 35 anos de idade podem ser candidatas ao uso do mesmo, enquanto que as mulheres com doença mais avançada, com complicações vasculares, devem usar outro tipo de anticoncepcional. Recomenda-se monitorização diária da glicemia de jejum pelo menos nas primeiras semanas de uso da pílula, e, após seis meses dosar a hemoglobina glicosilada, a lipidemia e semestralmente a glicemia de jejum e o GTT. Em recente estudo, mulheres diabéticas insulino-dependentes usuárias de pílulas contendo progestogênios de última geração, durante um ano, não apresentaram alteração nem do controle glicometabólico nem nós níveis sangüíneos das lipoproteínas conhecidas que são associadas à arteriosclerose.
Dispositivo Intra-uterino
Comparando o uso do DIU de cobre por mulheres diabéticas insulino-dependentes com mulheres não diabéticas, pesquisas mostraram não haver nenhuma diferença nas taxas de continuação e de remoção devido a infecção.
A utilização dos modernos DIUs de cobre por mulheres diabéticas insulino-dependentes, não evidenciou nenhuma diferença nas taxas de continuação e nas taxas de remoção devido a gravidez.
De acordo com o Comitê de Avaliação de Métodos Anticoncepcionais da OMS, o uso do DIU em mulheres diabéticas, enquadra-se na categoria 1 - uso sem restrições.
Contracepção Cirúrgica Voluntária
Especificamente, no caso das mulheres diabéticas, quando elas já tiveram o número de filhos desejados ou quando a gravidez é contra-indicada, a ligadura pode ser uma excelente opção.
Recomenda-se realizar todo procedimento cirúrgico em diabéticas insulino-dependentes o mais cedo possível no período da manha. Antes da cirurgia recomenda-se administrar a metade da dose de insulina usual da manhã. Não sendo possível, quando realizado à tarde, as mulheres devem ser mantidas bem hidratadas e com monitorização glicêmica.
A vasectomia, em casais com prole definida, tem a sua indicação idêntica àquela de casais sem doença. Em se tratando de cônjuges jovens, onde existe contra-indicação à nova gravidez devido ao diabetes na mulher, a opção melhor será a ligadura tubária ao invés da Vasectomia.