Funasa

Funasa: Aids

 

Aspectos Epidemiológicos

        Após uma 1º a fase de concentração entre homossexuais masculinos, tem havido um Ý significativo dos casos associados à transmissão heterossexual. Esse fato se reflete no incremento marcante de casos entre mulheres, acompanhado pela incidência crescente entre crianças que adquirem o vírus através da mãe infectada.

 

Agente Etiológico

        A AIDS é provocada pelo HIV, um retrovírus que ataca o sistema imunológico. Existem 2 tipos de HIV, o HIV-1 e o HIV-2. O 1º, disseminado por todo o mundo e o 2º predomina no continente africano.

 

Formas de Transmissão do HIV

        O HIV é transmitido por via sexual, através do sangue (via parenteral) e da mãe para o filho, no curso da gravidez, durante ou logo após o parto, pelo leite materno. São fatores de risco:

 

Aspectos Clínicos

        A evolução clínica da infecção pelo HIV pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda, infecção assintomática e doença sintomática. Algumas semanas, após a infecção pelo HIV podem surgir sinais de uma Sd. viral aguda, com febre, calafrios, sudorese, mialgia, cefaléia, distúrbios gastrointestinais, amigdalite, linfoadenopatia generalizada e erupções cutâneas. Esses sintomas desaparecem em 2-3 semanas. Essa Sd. muitas vezes passa despercebida ou é Dx como infecção autolimitada.

        Passada essa fase, o paciente atravessa um período variável durante o qual não apresenta sintomas. Esse período pode dura de 10-15 anos (incubação). A progressão para doença sintomática ocorre a medida em que ß imunidade, com sintomas iniciais como febre, diarréia, ß peso (Ý 10% do peso), sudorese noturna, astenia e adenomegalia. Doenças que normalmente são controladas pelo sistema imunológico começam a ocorrer, como TB, PN por P. carinii, toxoplasmose cerebral, candidíase e meningite por criptococos. Tumores pouco freqüentes em indivíduos imunocompetentes, como o Sarcoma de Kaposi, podem surgir caracterizando a AIDS. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais como Paracoccidioidomicose, Leishmaniose e Chagas tem sido observada no Brasil.

 

Diagnóstico Laboratorial

        A detecção laboratorial do HIV pode ser realizada por meio de testes que pesquisem anticorpos, antígenos ou que isolem o vírus. Na prática, os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre após 6-12 semanas de infecção. Denomina-se "janela imunológica" esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. O Dx é feito em 3 etapas:

 

Etapa I

Triagem Sorológica: Os Laboratórios deverão adotar a realização de 2 testes distintos. Estes 2 testes devem ter princípios metodológicos distintos. Pelo menos 1 dos testes deve ser capaz de detectar anticorpos anti-HIV-1 e anti-HIV-2.

 

Etapa II

Confirmação Sorológica pelo IFI para HIV-1. Os laboratórios deverão adotar, prioritariamente, como teste confirmatório o de IFI (fornecido pelo Governo).

 

Etapa III

Confirmação Sorológica pelo Teste de Western Blot (WB). Para interpretação do teste WB, deverão ser observados os seguintes critérios:

 

Observações:

 

Notificação

Somente os casos confirmados deverão ser notificados.

 

Investigação Epidemiológica

        Em princípio, não devem ser investigados contatos sexuais sem prévia aquiescência do paciente. Situações especiais em que a investigação se dará, independentemente do consentimento do paciente, referem-se a transmissão:

  • perinatal;

  • sangüínea, por transfusão de sangue; e

  • contaminação por transplante de órgãos ou inseminação artificial.

  •  

    Prevenção da transmissão sexual

     

    Prevenção da transmissão sangüínea

     

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