\n'; document.write(barra); } } changePage();
Funasa: Animais Peçonhentos
Aspectos Epidemiológicos
Dentre os acidentes por animais peçonhentos, o ofidismo é o principal deles, pela sua freqüência e gravidade.
Agentes Causais
São 4 os gêneros de serpentes brasileiras (Bothrops, Crotalus, Lachesis e Micrurus) compreendendo 60 espécies. Critérios para reconhecer serpentes peçonhentas:
dentes inoculadores de veneno: localizados na região anterior do maxilar superior. Exceção: Micrurus (corais).
fosseta loreal: localizada entre a narina e o olho (orifício termo regulador). Exceção: Micrurus (corais).
Corais verdadeiras (Micrurus) são a exceção, apresentam características externas iguais às das não peçonhentas (desprovidas de fosseta loreal, coloração viva). De modo geral, toda serpente com padrão de coloração que inclua anéis coloridos deve ser considerada perigosa.
as serpentes não peçonhentas têm hábitos diurnos, vivem em todos os ambientes, particularmente próximo à água, têm coloração viva e escamas lisas. São conhecidas como: "cobra d’água", "cobra cipó", "cobra verde".
Grupo Botrópico:
Apresentam cabeça triangular, fosseta loreal, cauda lisa e presa inoculadora de veneno.
Poucos relatos de casos. Acidentes graves.
Os distúrbios de coagulação são as manifestações mais comumente registradas
Grupo Crotálico:
cabeça triangular, presença de fosseta loreal, cauda com guizo e presa inoculadora de veneno.
Os acidentes caracterizam-se pela sintomatologia sistêmica exuberante, com poucas manifestações locais.
Grupo Laquético
grande porte, cabeça triangular, fosseta loreal, cauda com escamas arrepiadas e presa inoculadora de veneno.
É a maior serpente peçonhenta das Américas. Poucos relatos de acidente. Existem semelhanças nos quadros clínicos entre os acidentes laquético e botrópico, com possibilidade de confusão Dx entre eles.
Grupo Elapídico
desprovidas de fosseta loreal, com cabeça arredondada e presa inoculadora de veneno. A característica fundamental no reconhecimento desse grupo é o padrão de coloração, com combinações de anéis vermelhos, pretos e brancos. Existem serpentes com desenhos semelhantes aos das corais, mas que não possuem presa inoculadora.
Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade
Sendo a maioria das notificações procedentes das regiões meridionais do país, a tendência detectada estaria relacionada, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ao Ý atividade humana nos trabalhos do campo (preparo da terra, plantio e colheita) e da não utilização de equipamentos mínimos de proteção individual (calçados). 75% dos casos notificados são atribuídos ao gênero Bothrops; 7% ao Crotalus; 1,5% ao Lachesis; 3% a não peçonhentas e 0,5% por Micrurus. 70% dos pacientes são homens, o que é justificado pelo homem trabalhar fora da moradia. O acometimento dos segmentos pé/perna em 70%, e mão/antebraço, em 13% dos casos. A letalidade é de 0,4%. O acidente crotálico tem a pior evolução, com a maior letalidade.
Aspectos Clínicos
As alterações clínicas mais comumente observadas na fase aguda dos diversos tipos de envenenamento possibilitam o Dx clínico, com boa margem de acerto.
Botrópico: no local da picada
Laquético:
Crotálico:
Elapídico:
Diagnóstico Laboratorial
A determinação do TC constitui-se em medida extremamente útil para confirmação de suspeita Dx, pois muitos acidentes apresentam a incoagulabilidade como única alteração detectável que possibilita o Dx.
Escorpionismo
São acidentes menos notificados que os ofídicos. Sua gravidade está relacionada à proporção entre quantidade de veneno injetado e massa corporal do indivíduo picado.
Agentes Causais
As principais espécies responsáveis por acidentes são as do gênero Tityus.
Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade
A letalidade é de 0,5%. Ocorre uma discreta predominância entre homens. A maioria das picadas atinge os MMSS (mãos e dedos).
Aspectos Clínicos
Locais: dor no local da picada, às vezes irradiada, sem alterações do estado geral. O tratamento sintomático para o alívio da dor, feito com analgésicos ou bloqueio, consiste na principal medida terapêutica.
Sistêmicas:
Araneísmo
É o acidente menos grave e a grande maioria dos casos notificados são provenientes das regiões Sul e Sudeste, o que sugere subregistro em outras regiões.
Agentes Causais
Phoneutria nigriventer
Loxosceles intermedia
Latrodectus curacaviensis
Distribuição e Morbidade
A predominância destas notificações ocorrem no Sul e Sudeste, dificultando uma análise mais abrangente do acidente em todo o país.
Distribuição dos casos nos estados:
Aspectos Clínicos
São 3 gêneros de importância médica no Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus, responsáveis por quadros clínicos distintos.
Foneutrismo:
Loxoscelismo:
Latrodectismo:


Tratamento Soroterápico
Os soros anti-peçonhentos são obtidos a partir da imunização de cavalos, inoculados com os venenos dos diferentes animais peçonhentos.
Via de Administração:
Reações Adversas:
NOTA: Pela ß capacidade em prever reações alérgicas, a prova intradérmica foi abolida da rotina, não sendo mais recomendada.
Doses:
Complicações
Ofidismo: 10% dos picados por Bothrops evoluem com necrose e/ou abscesso local, 1% dos casos sofrem algum grau de amputação. A complicação mais temida é a insuficiência renal aguda, causa maior de óbito, observada tanto nos acidentes crotálicos como botrópicos, sendo mais graves no 2° grupo. Ressalte-se que dentre os fatores estudados favorecem as complicações: demora no atendimento; emprego de torniquetes (garrotes); manipulação cirúrgica precoce das lesões; acidentes em crianças, gestantes e idosos.
Escorpionismo:
Araneísmo:
Investigação Epidemiológica
Os casos isolados não requerem a investigação epidemiológica (não necessitam de notificação).
Encerramento do Caso
Ofidismo: na maioria dos casos não complicados, a alta ocorre 4-7 dias após o acidente. Nos casos complicados, a evolução do paciente estabelece a alta definitiva. O paciente deve ser orientado quanto à possibilidade de ocorrência da "doença do soro", de curso geralmente benigno e que os sintomas (febre, artralgia, adenomegalia, exantema) aparecem de 7-21 dias após a administração do soro antiveneno.
Escorpionismo e Araneísmo:
Medidas de Controle
Ofidismo: uso de botas de cano alto, perneiras e luvas. Dentre as medidas de prevenção coletiva, as áreas de estocagem de grãos devam ser mantidas limpas pois, havendo proliferação de roedores, estes atrairão serpentes. Animais como gansos, emas, seriemas, são ofiófagos e devem ser protegidos.
Escorpionismo e Araneísmo: