Funasa

Funasa: Dengue

 

Aspectos Epidemiológicos

        O Dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral, evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica. O dengue é hoje a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui-se em sério problema de saúde pública, especialmente onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, principal vetor.

 

Agente Etiológico

        O vírus do Dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos 4 sorotipos: 1, 2, 3 e 4.

 

Vetores Hospedeiros

        Os vetores são mosquitos do gênero Aedes. Nas Américas, o vírus do Dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem. A fonte da infecção e hospedeiro vertebrado é o homem.

 

Modo de Transmissão

        A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, no ciclo homem - Aedes aegypti - homem. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, após 8-12 dias de incubação. A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, se alimenta num hospedeiro susceptível próximo. Não há transmissão por contato direto entre doentes e pessoas sadias, nem de fontes de água ou alimento.

 

Período de Incubação

        Varia de 5-6 dias.

 

Período de Transmissibilidade

        A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (viremia). Este período começa 1 dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.

 

Suscetibilidade e Imunidade

        A suscetibilidade ao Dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente. A fisiopatogenia da resposta imunológica à infecção aguda por Dengue pode ser: primária e secundária. A resposta primária se dá em pessoas não expostas anteriormente ao flavivírus e o título de anticorpos Ý lentamente. A resposta secundária se dá em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiverem infecção prévia por flavivírus e o título de anticorpos Ý rapidamente em níveis Ý Ý Ý . A suscetibilidade em relação à FHD não está totalmente esclarecida. Três teorias explicam sua ocorrência:

  • Fatores individuais: ß 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (DM, asma, anemia falciforme), preexistência de anticorpos, intensidade da resposta imune anterior.

  • Fatores virais: virulência da cepa, sorotipo circulante.

  • Fatores epidemiológicos: existência de suscetíveis, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de 3 meses e 5 anos entre 2 infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções, ampla circulação de vírus.

  •  

            Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associadas ao sorotipo 2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus do Dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco.

     

    Distribuição

     

    Aspectos Clínicos

            A infecção por dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para o êxito letal.

     

    Diagnóstico Diferencial:

     

    Tratamento

     

    Diagnóstico Laboratorial

    • Febre Hemorrágica do Dengue:

    • HMG: a contagem de leucócitos é variável. A linfocitose com atipia linfocitária é comum. Destacam-se o Ý VG e a trombocitopenia (ß 100.000/mm3).

    • Coagulograma: Ý TAP, Ý KPTT, ß fibrinogênio, ß fator VIII, ß fator XII e ß antitrombina.

    • Bioquímica: ß albumina, albuminúria e discreto Ý AST e Ý ALT.

     

    Notificação

            Por ser uma DNO, todo caso suspeito deve ser comunicado, pela via mais rápida.

     

    Definição de Caso

  • febre

  • trombocitopenia (ß 100.000/mm3)

  • tendências hemorrágicas

  • prova do laço (+), petéquias, equimoses, púrpuras, sangramentos de mucosas ou gastrointestinal

  • extravasamento de plasma devido ao Ý permeabilidade capilar, manifestado por:

  • Ý VG de 20% ou ß VG em 20%; derrame pleural, ascite e hipoproteinemia

  •  

    Investigação Epidemiológica

     

    Medidas de Controle

            A notificação dos casos suspeitos, a investigação do local de infecção, bem como a busca ativa de casos são medidas importantes. A única garantia para que não exista dengue é a ausência do vetor. A OMS preconiza que há maior probabilidade de ser deflagrada uma epidemia quando os índices de infestação estão Ý 5%. Em áreas com Aedes, o monitoramento do vetor deve ser realizado constantemente, para conhecer as áreas infestadas e desencadear as medidas de combate. Entre as medidas de combate constam:

     

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