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Funasa: Diabetes
O DM vem sendo reconhecido como um sério problema de saúde pública em todos os países, independente do seu grau de desenvolvimento, levando-se em consideração os seguintes aspectos:
DM é uma patologia que necessita controle metabólico por toda a vida;
está associado ao surgimento de complicações agudas e crônicas, sobretudo quando não é feito o controle adequado;
tem Ý prevalência e atinge todas as faixas etárias;
modifica a qualidade e expectativa de vida;
pode levar a incapacidade física permanente por cegueira e amputação de MMII;
é causa freqüente de mortes prematuras por: nefropatias, cardiopatias e AVCs;
afeta o sistema nervoso periférico, causando neuropatias periférica e autonômica;
o DM gestacional tem Ý morbidade e mortalidade materno-fetal.
Tem grande impacto econômico não só pelos Ý custos envolvidos no seu controle e tratamento de complicações, como também pela ß da produtividade e dos anos de vida perdidos.
Prevenção
Para o DMID, não se dispõe de medidas que previnam sua incidência;
para o DMNID, 50% dos casos novos poderiam ser prevenidos evitando-se o excesso de peso, e outros 30% combatendo o sedentarismo;
nos DM, o controle da PA previne 80% dos AVC, 60% das amputações de MMII 50% das doenças renais terminais e 40% das doenças coronarianas;
programas educativos podem ß pela metade as hospitalizações por DM.
Aspectos Epidemiológicos do Diabetes
A incidência do DM varia em diferentes populações. Até o final da década de 80 desconhecia-se a prevalência desta doença no nosso meio, quando foi realizado o Estudo Multicêntrico sobre Prevalência de DM no Brasil. Os principais resultados deste estudo são:
No Brasil, a prevalência do DM, na população urbana de 30-69 anos, era de 7,6%, magnitude semelhante à de países desenvolvidos.
A intolerância à glicose, condição de maior risco tanto de evoluir para o DM como de desenvolver doença aterosclerótica, tinha prevalência de 7,8% (semelhante à do DM). Representando uma situação onde as medidas de intervenção podem apresentar grande impacto, modificando sua evolução.
Considerando todas as faixas etárias estima-se que no Brasil existam 5 milhões de DM, dos quais 50% desconhece o Dx.
Do total de casos de DM, 90% são DMNID, 5-10% DMID e 2% do tipo secundário ou associado a outras Sd.
A prevalência do DM é semelhante para homens e mulheres, Ý com a idade
Tratamento do Diabetes
Todos os DMID usam insulina. Quanto aos DMNID, é um consenso internacional que 25% dos casos requerem utilização de insulina para o seu controle metabólico. No Brasil, essa proporção é de 8%, provavelmente devido ao pouco preparo dos médicos na indicação da insulina.
A utilização de anti-DM orais é feita por 40% dos DM adultos brasileiros, cifra ligeiramente ß à observada em países desenvolvidos. Estima-se que 40% dos DMNID podem conseguir o controle metabólico apenas com dieta apropriada.
Projeto Salvando o Pé Diabético
Pé DM é uma temível complicação crônica do DM, é: mutilante; recorrente; onerosa para o indivíduo e para o sistema de saúde, é de manuseio clínico-cirúrgico complexo. É estimado que, 10-25% dos DM desenvolverão lesões nos MMII, em algum momento da vida. Estas lesões poderão evoluir para ulcerações, acarretando infecções que podem causar amputações, e às vezes, levar a morte se não forem tratadas adequadamente.
Na maioria dos casos, as lesões dos MMII em DM podem ser evitadas, e 50% das amputações podem ser prevenidas através da implementação de ações educativas, efetivo controle metabólico e cessação do fumo.
Monitorização das Amputações de Membros Inferiores
Nos EUA, 50% de todas as amputações não traumáticas ocorrem em DM, na Suécia, 32%.